Então, eu já falei que desde o ano passado sou uma madrinha de casamento? Não? Então, eu sou. Virei, enfim. O casamento será em julho. E preciso marcar com as demais madrinhas de organizar a despedida de solteira/chá de lingerie. O chá de panela será em março e ainda não escolhi o presente. Quero dar algo realmente especial. ^_^
O evento lá de chá de lingerie e despedida de solteira está me deixando um pouco perdida. Não sei como vou fazer e não consegui ainda me reunir com as demais madrinhas para pensarmos em algo juntas. E eu também sou muito chata com algumas coisas, então, não estou gostando de ideia nenhuma, nehuma, que ando vendo nos sites e blogs de casamentos sobre os chás de lingerie e despedida de solteira. Acho tudo cafona, ridículo, sexista, de mau gosto e sem graça. Já falei com a noiva e mesmo assim não sei do que ela gostaria ou esperaria numa festa dessas.
O ideal seria criar uma festa nova com tudo novo. Mas ainda não tive inspiração, não pensei em nada ainda. u.u'
Labirinto
domingo, 3 de março de 2013
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Veja, lógica e curso de Direita....
Sabe um texto ruim? Mas muito ruim mesmo?
Tá até difícil terminar de ler a porcaria.
A Veja - dispensa comentários, não é? - publicou um texto chamado "Parada Gay, Cabras e Espinafre". É um texto tentando ser cult e inteligente usando as mesmas 'argumentações' utilizadas há décadas - e algumas até mesmo já superadas - contra o movimento LGBTTT¹.
O texto já começa estranho ao supor que ser homossexual já deixou de ser problema no país. Já ouvi várias vezes o clichê de que há muitos Brasis, muitas regiões, muitas religiões, muitas culturas distintas, muitos imigrantes, etx, etc, etc... Mas ainda tô para descobrir em que Brasil habitam os colunistas na Veja. Deve ser um bem cor de rosa, fazendo fronteira com o Mundo das Ideias de Platão.
Veja bem, eu não vou provar para você o quanto sua orientação sexual pode ou não influenciar na sua vida. Me recuso a fazer isso. Num país em que já atacaram irmãos e já se agrediu pai e filho por os confundirem com casais gays, isso é desnecessário. E, só para falar em contradição, o próprio autor do texto supramencionado diz que para a maioria das família brasileiras, ter um filho gay é um 'desastre' - ou seja, ele não deve ignorar que a discriminação existe, certo?
Como bom colunista da veja, o autor começa a divagar legal sobre uma teoria maluca. São linhas e mais linhas de divagação e rodeios só para dizer que, na cabeça dele, o movimento LGBTTT trouxe consequências ruins... E o exemplo que ele dá é a 'animosidade' que ele provoca, que ele não une as pessoas... Emenda dizendo que os próprios 'patronos' do 'estilo de vida gay' se afastam de ser 'objetivo central'. É sério, a gente tem que admirar alguém que escreve, escreve e escreve e não diz absolutamente nada, não é mesmo? A única coisa que ficou clara aí é o desprezo do autor pelo movimento e o fato dele achar que tava tudo na paz até vir essa 'cruzada em favor do estilo de vida gay' e estragar a linda união que havia entre as pessoas...
Como se a coisa toda já não tivesse absurda demais, o autor tenta nos convencer que 'comunidade gay', 'movimento gay' bem como suas 'lideranças' não existem². Sabe por quê? Porque eles são diferentes entre si! Mas que brilhante, não é mesmo? E eu achando que existiam blocos de pessoas completamente iguais! Com valores e personalidades iguais! Vivendo e aprendendo, minha gente. Acho que já dá para nós chegarmos a conclusão que 'comunidade' e 'movimento', seja ele qual for, não passa de uma ficção! Afinal, não existe nenhuma comunidade ou movimento em que seus integrantes tenham exatamente os mesmos valores, a mesma personalidade², a mesma posição ética, a mesma posição política e ideológica, tudo ao mesmo temo.
O autor prossegue em seus delírios afirmando que o reconhecimento da comunidade imaginária LGBTTT como uma classe a parte vai contra o seu intuito de serem reconhecidos como 'cidadão idênticos a todos os demais' - leia-se 'cidadãos com direitos', tadinho, ele não sabe o que diz.
Aparentemente, essa estratégia de se unir para conseguir direitos para seu grupo não funciona. As mulheres e a população negra que o diga, não é mesmo...?
Ele acrescenta que a violência contra os gays também é 'imaginada' pelos 'porta vozes' do movimento. Que os gays, na verdade, sofrem violência urbana - como todo o resto do mundo! Com relação a 'violência gratuita contra gays' - porque, né, ia ser muita loucura afirmar que gays não são torturados e mortos porque, é, são gays e não porque reagiram a um assalto - ele diz que a) é fruto da ação de deliquentes, b) não da sociedade brasileira e c) não há provas² de que a maioria da sociedade cometa ou mesmo pratique esses crimes.
Bom, restam as dúvidas: a) serão esses deliquentes estrangeiros...?! e b) a lei só deve proteger as vítimas dos crimes nos quais a maioria da sociedade brasileira aprova ou participa?! e c) como assim 'provas'??
O artigo prossegue, cada vez mais confuso³, reclamando - pelo que dá para entender - da banalidade do uso do termo 'homofobia'. Segundo o autor, deveria significar só 'raiva maligna diante do homossexualismo'. Adorei o 'raiva maligna'. 'Raiva benigna' deve ser o que eu sinto ao ler os artigos da Veja.
Finalmente, o autor deixa de tentar disfarçar seu problema com os homossexuais e compara com todas as letras (é algo que ele não economiza) "não gostar de gays" com "não gostar de espinafre". E tem a sacada brilhante de que a lei não obriga ninguém a gostar de ninguém, mas apenas a respeitar o direito de todos. Alguém deve informar aos colunistas da Veja que a intenção do movimento não é cair no gosto dos reaças mas conseguir direitos.
Daí, a descida da ladeira é cada vez mais íngreme. Nada que a gente já não tenha lido ou ouvido por aí umas mil vezes. Que doação de sangue não é 'direito ilimitado' (e você aí que nem sabia que doação de sangue era direito, heim?!), que casamento, por lei, é entre um homem e um mulher (nessas frases as damas nunca vão primeiro), que gays não formam famílias, não têm filhos e nem grau de parentesco...
As analogias vão cada vez ficando mais loucas! Se um homem não tem direito a se casar com uma filha, uma neta, uma menor de 14 anos ou mesmo uma cabra!!!²... ...por que acha que é discriminação ele não casar com um homem??? (E você achando aí que a cabra do título ia entrar no texto da mesma forma que entrou o espinafre, heim?) E, Não, não. Você Não pode ter uma relação estável com uma cabra. O texto está errado nisso também.
Por favor, não use o artigo em questão como referência quanto ao direito, oks? Existe uma coisa chamada Crimes de Ódio. Portanto, o lenga lenga de que é impossível tipificar a homofobia e definir ódio já foi ladeira abaixo.
Falando em teoria 'aleijada na lógica', o texto finaliza lembrando aos homossexuais que eles deveriam lembrar que, pelo menos hoje, eles não são obrigados a fazerem trabalhos forçados ou serem presos por serem gays, que não vão mais para a fogueira, que eles já têm os mesmos direitos que outros cidadãos, que não precisam mais se esconder, correr o risco de perder o trabalho, etc, etc.
Depois deste texto, estou certa que a Veja paga para seus colunistas fazerem algum curso de como escrever um artigo que começa de canto nenhum e pra lugar algum e usar comparações desprovidas de lógica para tapar buraco por falta de argumentos.
Estará a Veja ficando cada vez mais à direita para ganhar simpatia com os reaças?
Depois da derrota do Romney, acharia que não é uma boa ideia.
¹ Não vou entrar na discussão sobre ser possível ou não juntar todos num mesmo movimento para não mudar o foco.
² Éééé, ele fala isso aí mesmo...
³ Serão as regras gramaticais também fruto da imaginação? Será licença poética?
Tá até difícil terminar de ler a porcaria.
A Veja - dispensa comentários, não é? - publicou um texto chamado "Parada Gay, Cabras e Espinafre". É um texto tentando ser cult e inteligente usando as mesmas 'argumentações' utilizadas há décadas - e algumas até mesmo já superadas - contra o movimento LGBTTT¹.
O texto já começa estranho ao supor que ser homossexual já deixou de ser problema no país. Já ouvi várias vezes o clichê de que há muitos Brasis, muitas regiões, muitas religiões, muitas culturas distintas, muitos imigrantes, etx, etc, etc... Mas ainda tô para descobrir em que Brasil habitam os colunistas na Veja. Deve ser um bem cor de rosa, fazendo fronteira com o Mundo das Ideias de Platão.
Veja bem, eu não vou provar para você o quanto sua orientação sexual pode ou não influenciar na sua vida. Me recuso a fazer isso. Num país em que já atacaram irmãos e já se agrediu pai e filho por os confundirem com casais gays, isso é desnecessário. E, só para falar em contradição, o próprio autor do texto supramencionado diz que para a maioria das família brasileiras, ter um filho gay é um 'desastre' - ou seja, ele não deve ignorar que a discriminação existe, certo?
Como bom colunista da veja, o autor começa a divagar legal sobre uma teoria maluca. São linhas e mais linhas de divagação e rodeios só para dizer que, na cabeça dele, o movimento LGBTTT trouxe consequências ruins... E o exemplo que ele dá é a 'animosidade' que ele provoca, que ele não une as pessoas... Emenda dizendo que os próprios 'patronos' do 'estilo de vida gay' se afastam de ser 'objetivo central'. É sério, a gente tem que admirar alguém que escreve, escreve e escreve e não diz absolutamente nada, não é mesmo? A única coisa que ficou clara aí é o desprezo do autor pelo movimento e o fato dele achar que tava tudo na paz até vir essa 'cruzada em favor do estilo de vida gay' e estragar a linda união que havia entre as pessoas...
Como se a coisa toda já não tivesse absurda demais, o autor tenta nos convencer que 'comunidade gay', 'movimento gay' bem como suas 'lideranças' não existem². Sabe por quê? Porque eles são diferentes entre si! Mas que brilhante, não é mesmo? E eu achando que existiam blocos de pessoas completamente iguais! Com valores e personalidades iguais! Vivendo e aprendendo, minha gente. Acho que já dá para nós chegarmos a conclusão que 'comunidade' e 'movimento', seja ele qual for, não passa de uma ficção! Afinal, não existe nenhuma comunidade ou movimento em que seus integrantes tenham exatamente os mesmos valores, a mesma personalidade², a mesma posição ética, a mesma posição política e ideológica, tudo ao mesmo temo.
O autor prossegue em seus delírios afirmando que o reconhecimento da comunidade imaginária LGBTTT como uma classe a parte vai contra o seu intuito de serem reconhecidos como '
Aparentemente, essa estratégia de se unir para conseguir direitos para seu grupo não funciona. As mulheres e a população negra que o diga, não é mesmo...?
Ele acrescenta que a violência contra os gays também é 'imaginada' pelos 'porta vozes' do movimento. Que os gays, na verdade, sofrem violência urbana - como todo o resto do mundo! Com relação a 'violência gratuita contra gays' - porque, né, ia ser muita loucura afirmar que gays não são torturados e mortos porque, é, são gays e não porque reagiram a um assalto - ele diz que a) é fruto da ação de deliquentes, b) não da sociedade brasileira e c) não há provas² de que a maioria da sociedade cometa ou mesmo pratique esses crimes.
Bom, restam as dúvidas: a) serão esses deliquentes estrangeiros...?! e b) a lei só deve proteger as vítimas dos crimes nos quais a maioria da sociedade brasileira aprova ou participa?! e c) como assim 'provas'??
O artigo prossegue, cada vez mais confuso³, reclamando - pelo que dá para entender - da banalidade do uso do termo 'homofobia'. Segundo o autor, deveria significar só 'raiva maligna diante do homossexualismo'. Adorei o 'raiva maligna'. 'Raiva benigna' deve ser o que eu sinto ao ler os artigos da Veja.
Finalmente, o autor deixa de tentar disfarçar seu problema com os homossexuais e compara com todas as letras (é algo que ele não economiza) "não gostar de gays" com "não gostar de espinafre". E tem a sacada brilhante de que a lei não obriga ninguém a gostar de ninguém, mas apenas a respeitar o direito de todos. Alguém deve informar aos colunistas da Veja que a intenção do movimento não é cair no gosto dos reaças mas conseguir direitos.
Daí, a descida da ladeira é cada vez mais íngreme. Nada que a gente já não tenha lido ou ouvido por aí umas mil vezes. Que doação de sangue não é 'direito ilimitado' (e você aí que nem sabia que doação de sangue era direito, heim?!), que casamento, por lei, é entre um homem e um mulher (nessas frases as damas nunca vão primeiro), que gays não formam famílias, não têm filhos e nem grau de parentesco...
As analogias vão cada vez ficando mais loucas! Se um homem não tem direito a se casar com uma filha, uma neta, uma menor de 14 anos ou mesmo uma cabra!!!²... ...por que acha que é discriminação ele não casar com um homem??? (E você achando aí que a cabra do título ia entrar no texto da mesma forma que entrou o espinafre, heim?) E, Não, não. Você Não pode ter uma relação estável com uma cabra. O texto está errado nisso também.
Por favor, não use o artigo em questão como referência quanto ao direito, oks? Existe uma coisa chamada Crimes de Ódio. Portanto, o lenga lenga de que é impossível tipificar a homofobia e definir ódio já foi ladeira abaixo.
Falando em teoria 'aleijada na lógica', o texto finaliza lembrando aos homossexuais que eles deveriam lembrar que, pelo menos hoje, eles não são obrigados a fazerem trabalhos forçados ou serem presos por serem gays, que não vão mais para a fogueira, que eles já têm os mesmos direitos que outros cidadãos, que não precisam mais se esconder, correr o risco de perder o trabalho, etc, etc.
Depois deste texto, estou certa que a Veja paga para seus colunistas fazerem algum curso de como escrever um artigo que começa de canto nenhum e pra lugar algum e usar comparações desprovidas de lógica para tapar buraco por falta de argumentos.
Estará a Veja ficando cada vez mais à direita para ganhar simpatia com os reaças?
Depois da derrota do Romney, acharia que não é uma boa ideia.
¹ Não vou entrar na discussão sobre ser possível ou não juntar todos num mesmo movimento para não mudar o foco.
² Éééé, ele fala isso aí mesmo...
³ Serão as regras gramaticais também fruto da imaginação? Será licença poética?
sábado, 6 de outubro de 2012
Da nova estratégia daqui pra frente...
Ando passando por isso, acho. A pior parte é que quando alguém próximo de mim resolve dá pala, geral faz a mesma coisa. Desgraça pouca é bobagem.
Engraçado porque está chegando meu aniversário e no ano passado foi quase a mesma coisa. Pessoas que eu conheço, próximas, se revelando, mudando ou brigando entre si, enfim. Agindo de uma forma que faz com que eu sinta muita falta de ficar na minha, sozinha, quieta, essas coisas - ou de conhecer a pessoa mais superficialmente, sabe?
Como já dizia uma colega minha: "Todo mundo é muito legal até deixar de ser".
Como diz a voz do povo: "Intimidade é uma droga".
Como já dizia Charles Chaplin: "Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem".
...pior que algumas pessoas eu até conhecia bem, bem mesmo. A maioria dos meus relacionamentos são de longa, longa data. E eu acho muita sacanagem que pessoas que conheço a anos mudem tanto da noite pro dia - ou de um mês pro outro.
Então, é isso. Por mais que eu saiba que as pessoas mudam, nunca deixo de me surpreender quando elas o fazem.
Daí que tô virando adepta da filosofia de que a melhor forma de manter um relacionamento é mantendo-o na superficialidade. Sério mesmo. Quando a coisa tá nesse nível, as pessoas ainda prezam sua imagem, seguem (ou deveriam) as boas regras de educação e civilidade, não exigem demais de você, não fazem confidências constrangedoras, não exigem que você tome suas dores. Algumas até tentam ser melhores do que são. E isso não é algo ruim. Ruim é você ser um mala porque acha que sua amiga, companheira, namorada, etc, tem o dever de te aguentar o 'seu pior' para ter o 'seu melhor' - principalmente quando você não vê esse 'melhor' faz tempo.
Há uns anos, muitos anos, uma amiga minha (conheço há quase 15 anos) me disse que ela fazia questão de me tratar com educação e cortesia porque ela se importava comigo, exatamente porque somos amigas, ela faz questão de ser delicada. Se não se importasse comigo, dizia ela, não seria tão gentil. A maioria das pessoas adota a prática contrária porque acha que isso sim é ser amigo, íntimo e tudo mais.
Bom, então, não confundir folga com intimidade, faça o favor.
Mês retrasado ou passado, um amigo meu me disse que nós dois não falávamos de assuntos mais íntimos, que apesar de ser amigos há anos não sabíamos bem um do outro. Engraçado ele ter me falado isso. Ele não chegou a essa conclusão sozinho. Uma pessoa falou isso pra ele. "Que amizade é essa que você tem com ela e com ele? Se nem falam sobre a intimidade de vocês?". Uma pessoa diferente também me questionou a mesmíssima coisa. [Olha, eu vou evitar dizer o que eu sei e penso sobre as duas criaturas autoras do questionamento...]
Bom, vou dizer porque não gosto de falar tudo que me vem à cabeça e o que acontece comigo. Já tive uma amizade assim. Contava tudo, absolutamente tudo sobre mim. Ela idem - segundo ela mesma. Não deu muito certo. Até porque muitas coisas que eu dizia era na hora do raiva. Me arrependia depois. Percebi que tinha sido muito injusta ou crítica na hora por causa da raiva. E ela só tinha acesso a minha versão, claro. Por outro lado, eu simplesmente esquecia de contar coisas positivas sobre gente de quem já tinha falado mal. Ou seja, eu acabava criando uma imagem negativa de pessoas próximas a mim, né, pra ela.
Esse é um dos motivos pelo qual não gosto de falar pra todo mundo sobre minhas brigas e conflitos - seja no trabalho, com outras amigas, conhecidos e mesmo familiares. [Apesar de que eu sou tão linguaruda que não consigo deixar de desabafar. E ando me contendo, claro.] Enfim, não quero que isso seja mais um motivo para mais conflitos.
Uma prima minha diz que, porque eu sou do elemento ar, tenho facilidade para me dar bem com pessoas muito diferentes. Por isso, as pessoas com quem me relacionam não necessariamente terão afinidade entre si. Muitas delas realmente não partilham comigo do mesmo hobby, das mesmas ideologias, dos mesmos gostos e hábitos. Talvez isso sempre fique mais explícito na época do meu aniversário porque surge a oportunidade de reuni-las - acho que é mais fácil ignorar as desavenças nas outras épocas do ano.
Espero que até o próximo aniversário eu já seja um ás na arte de fazer cara de paisagem e me manter na minha. Melhor mudar meu modus operandi. Não quero interferir nos problemas de ninguém porque não me lembro de nenhuma vez que fui bem sucedida nisso. Quanto menos eu me envolver, menor a probabilidade de ver o pior lado de cada um dos envolvidos, logo...
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Sobre o Massacre do Carandiru...
Hoje, o Massacre do Carandiru completa 20 anos. Até agora ninguém foi punido ou condenado.
O coronel Ubiratan tá morto, mas, após o massacre, foi eleito deputado estadual.
Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) não está sendo julgado pelo crime e não se arrepende do que aconteceu. Pelo contrário, até hoje pensa que tomou a decisão certa e faria tudo novamente.
Pedro Franco de Campos era o secretário de segurança e é outro que não está no banco dos réus.
Li várias notícias a respeito do caso e não sei como alguém tem coragem de defender um massacre tão cruel e covarde. A maioria dos comentários elogia o coronel Ubiratan, afirma que não haviam inocentes ali, que deveria se lamentar a morte de policiais e de "pessoas de bem", que bandido bom é bandido morto.
Acho engraçado que pessoas tão cheias de ódio condenem tanto a violência. Parecem ter orgasmos com chacinas como o do Carandiru e da Candelária porque, afinal, quem tá morrendo são os "bandidos", pessoas violentas, sabe? Que furtam, roubam, sequestram, estupram e matam.
Interessante como esta concepção de "bandido" é relativa. Aparentemente, os policiais que torturaram e mataram mais de 111 pessoas no dia 2 de outubro de 1992 não são 'bandidos'. Não são pessoas que matam.
Aparentemente, quando se está dentro de um presídio você deixa de ser humano. Você não tem mais vida. O Estado pode dispôr de você como bem entender. Você é um monstro, você é uma coisa, sua existência pode ser violentamente interrompida para saciar e deleitar uma classe frouxa, corrompida, covarde e medrosa, supostamente sedenta por 'justiça' e 'paz social'.
111 pessoas, logo, não são nada. Poderia ter sido um número maior. Por que não? Que fossem todos os presos. Não são um número, não são pessoas, são apenas o medo. Personificação do medo da violência urbana. E o Massacre do Carandiru na verdade é a retaliação, é a vingança pelo roubo, sequestro ou qualquer outro crime que se queira atribuir às pessoas mortas por meio de uma abstração doente e torpe.
A abstração que dá legitimidade aos agentes do Estado para abrir a barriga de pessoas com baionetas, soltar os cães em cima e empapar de sangue o pavilhão 9. Eram 'bandidos', certo? Que estivessem rendidos, desarmados, sem chance de defesa, sob a tutela do Estado, quem se importa? Que não tivessem cometido crimes, ou que estivessem ainda esperando seu julgamento ou que estivessem exatamente pagando pelos seus erros ali é mero detalhe.
Aliás, falando em cachorro, isso me lembra... Os cidadãos de bem, essas pessoas boas e inocentes... Onde está a defesa tão ardente pela Vida que eu vejo quando se fala em descriminalização da interrupção da gestação...? Ela casa bem com a defesa pela Pena de Morte e com a Redução da Maioridade Penal, não é mesmo? Ah, e com a impunidade dos lixamentos e eventuais chacinas praticadas pelos policiais.
O absurdo do relativismo do termo 'bandido' só se compara com o de 'inocente'. Em nenhum momento se cogita que os 111 eram inocentes. Ou seja, culpados de alguma coisa eles devem ser. Só não se sabe do quê. E que 'culpa' foi essa que acarretou uma resposta tão razoável do Estado, não é mesmo?
É difícil ser considerado 'inocente' na nossa sociedade. Se você tá preso, é inconcebível que seja inocente de qualquer coisa. Qualquer coisa que lhe aconteça dentro de um presídio é porque você mereceu. E sempre lhe reputarão o pior delito possível: sequestrador, estuprador, assassino. ...aliás, até esse 'pior delito possível' é relativo, não é mesmo? Quero dizer, vejam só as vítimas de estupro. Elas sempre provocam o crime de alguma forma - isso quando elas são de fato estupradas, né? Coisa da qual nunca se tem lá muita certeza... Até o sequestro e o assassinato são compreensíveis em algumas circunstâncias. Por exemplo, quando você é goleiro do flamengo e tentam te cobrar pensão alimentícia.
Pelo visto, há assassinatos e assassinatos, há bandidos e bandidos, há inocentes e inocentes.
Mais de 111 pessoas mortas. De forma covarde, fria, resultado de irresponsabilidade e ódio.
Mas estavam no Pavilhão 9 do Carandiru. Os assassinos eram policiais. Os comandantes eram agentes do Estado. "Estrito cumprimento de dever".
O coronel Ubiratan tá morto, mas, após o massacre, foi eleito deputado estadual.
Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) não está sendo julgado pelo crime e não se arrepende do que aconteceu. Pelo contrário, até hoje pensa que tomou a decisão certa e faria tudo novamente.
Pedro Franco de Campos era o secretário de segurança e é outro que não está no banco dos réus.
Li várias notícias a respeito do caso e não sei como alguém tem coragem de defender um massacre tão cruel e covarde. A maioria dos comentários elogia o coronel Ubiratan, afirma que não haviam inocentes ali, que deveria se lamentar a morte de policiais e de "pessoas de bem", que bandido bom é bandido morto.
Acho engraçado que pessoas tão cheias de ódio condenem tanto a violência. Parecem ter orgasmos com chacinas como o do Carandiru e da Candelária porque, afinal, quem tá morrendo são os "bandidos", pessoas violentas, sabe? Que furtam, roubam, sequestram, estupram e matam.
Interessante como esta concepção de "bandido" é relativa. Aparentemente, os policiais que torturaram e mataram mais de 111 pessoas no dia 2 de outubro de 1992 não são 'bandidos'. Não são pessoas que matam.
Aparentemente, quando se está dentro de um presídio você deixa de ser humano. Você não tem mais vida. O Estado pode dispôr de você como bem entender. Você é um monstro, você é uma coisa, sua existência pode ser violentamente interrompida para saciar e deleitar uma classe frouxa, corrompida, covarde e medrosa, supostamente sedenta por 'justiça' e 'paz social'.
111 pessoas, logo, não são nada. Poderia ter sido um número maior. Por que não? Que fossem todos os presos. Não são um número, não são pessoas, são apenas o medo. Personificação do medo da violência urbana. E o Massacre do Carandiru na verdade é a retaliação, é a vingança pelo roubo, sequestro ou qualquer outro crime que se queira atribuir às pessoas mortas por meio de uma abstração doente e torpe.
A abstração que dá legitimidade aos agentes do Estado para abrir a barriga de pessoas com baionetas, soltar os cães em cima e empapar de sangue o pavilhão 9. Eram 'bandidos', certo? Que estivessem rendidos, desarmados, sem chance de defesa, sob a tutela do Estado, quem se importa? Que não tivessem cometido crimes, ou que estivessem ainda esperando seu julgamento ou que estivessem exatamente pagando pelos seus erros ali é mero detalhe.
Aliás, falando em cachorro, isso me lembra... Os cidadãos de bem, essas pessoas boas e inocentes... Onde está a defesa tão ardente pela Vida que eu vejo quando se fala em descriminalização da interrupção da gestação...? Ela casa bem com a defesa pela Pena de Morte e com a Redução da Maioridade Penal, não é mesmo? Ah, e com a impunidade dos lixamentos e eventuais chacinas praticadas pelos policiais.
O absurdo do relativismo do termo 'bandido' só se compara com o de 'inocente'. Em nenhum momento se cogita que os 111 eram inocentes. Ou seja, culpados de alguma coisa eles devem ser. Só não se sabe do quê. E que 'culpa' foi essa que acarretou uma resposta tão razoável do Estado, não é mesmo?
É difícil ser considerado 'inocente' na nossa sociedade. Se você tá preso, é inconcebível que seja inocente de qualquer coisa. Qualquer coisa que lhe aconteça dentro de um presídio é porque você mereceu. E sempre lhe reputarão o pior delito possível: sequestrador, estuprador, assassino. ...aliás, até esse 'pior delito possível' é relativo, não é mesmo? Quero dizer, vejam só as vítimas de estupro. Elas sempre provocam o crime de alguma forma - isso quando elas são de fato estupradas, né? Coisa da qual nunca se tem lá muita certeza... Até o sequestro e o assassinato são compreensíveis em algumas circunstâncias. Por exemplo, quando você é goleiro do flamengo e tentam te cobrar pensão alimentícia.
Pelo visto, há assassinatos e assassinatos, há bandidos e bandidos, há inocentes e inocentes.
Mais de 111 pessoas mortas. De forma covarde, fria, resultado de irresponsabilidade e ódio.
Mas estavam no Pavilhão 9 do Carandiru. Os assassinos eram policiais. Os comandantes eram agentes do Estado. "Estrito cumprimento de dever".
sábado, 1 de setembro de 2012
Brütal Legend e Lista de Desejos (games)!
Ainda estou estudando para concurso, mas como eu ando cansada, sem paciência para estudar no momento e meu amigo deixou um jogo aqui em casa, decidi fazer uma pausa...
...o jogo é Brütal Legend e, apesar de eu estar bem no início, estou adorando!
Por isso, dei uma pausa no jogo e fui direto checar na net se há algum missible trophy, só pra saber. Há, e, sorte!, não tem nenhum! Ou seja, dá pra jogar tranquilamente, sem precisar dar uma olhada na lista de troféus antes de zerar - risco de spoiler zero.
Então, este será o próximo jogo a ser platinado! ...até porque comecei a jogar do zero Ressonance of Fate e Final Fantasy XIII.
Não tenho muito a dizer do jogo ainda. Parece que dá pra platinar em menos de 35 horas, parece ser fácil de jogar, nada complicado. Gostei do gráfico. Gostei do estilo de luta. O visual dos personagens é engraçadinho. Embora os metalheade sejam muito esquisitinhos com aqueles pescoços estranhos...
Mudando de assunto, estou ansiosa para jogar Darsiders II e Resident Evil 6! Muito mesmo! E joguei a demo de Reckoning e estou pensando seriamente em comprá-lo. Além disso, tem Catherine que eu ainda não comprei, além de FF XIII-2... Vou precisar fazer uma vaquinha para comprar tudo que quero até o final do semestre. Bom, até ter tempo (e dinheiro pra comprar tudo... ...se bem que ainda tem meu aniversário e o natal), já será janeiro de 2013...
...o jogo é Brütal Legend e, apesar de eu estar bem no início, estou adorando!
Por isso, dei uma pausa no jogo e fui direto checar na net se há algum missible trophy, só pra saber. Há, e, sorte!, não tem nenhum! Ou seja, dá pra jogar tranquilamente, sem precisar dar uma olhada na lista de troféus antes de zerar - risco de spoiler zero.
Então, este será o próximo jogo a ser platinado! ...até porque comecei a jogar do zero Ressonance of Fate e Final Fantasy XIII.
Mudando de assunto, estou ansiosa para jogar Darsiders II e Resident Evil 6! Muito mesmo! E joguei a demo de Reckoning e estou pensando seriamente em comprá-lo. Além disso, tem Catherine que eu ainda não comprei, além de FF XIII-2... Vou precisar fazer uma vaquinha para comprar tudo que quero até o final do semestre. Bom, até ter tempo (e dinheiro pra comprar tudo... ...se bem que ainda tem meu aniversário e o natal), já será janeiro de 2013...
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Sim, sobre a tragédia e jogos.
Tive que parar de jogar vídeo game enquanto estudava pro concurso, né? Então, quando tudo terminou, descobri que o console tava quebrado...
...vocês devem imaginar como eu me senti.
Enfim, um amigo meu desmontou ele todo, limpou, mexeu no que pôde, mas mesmo assim o troço não funcionava. Minha irmã levou no conserto especializado e o veredicto foi "não tem salvação".
Então, devo estar a três meses sem jogar (quer dizer, mais ou menos, afinal, meu amigo me chama pra jogar na casa dele Gears of War 3).
Daí, o jeito é juntar dinheiro e comprar um novo...
E, sim. Não perdemos os troféus, mas todo o resto... Ou seja, vou ter que começar do zero Resonance of Fate, Nier, Final Fantasy XIII, enfim, tudo que eu tava jogando ou queria platinar. Assim, o que eu tiver saco de começar de novo. ¬________¬ ...só de pensar nos itens que tem de coletar de Nier...
Enquanto isso, decidi instalar Diablo 2 no pc e ir jogando até ter dinheiro para comprar o 3 que já foi lançado. É o jeito, né?
Bom, minha história com Diablo 2 é bem trágica também.
Comprei o jogo há uns 6 anos atrás. Comecei a jogar com a assassina e tentei zerar duas vezes. Na primeira vez, eu cheguei até Diablo, mas ainda não tinha o derrotado quando o pc deu problema e eu perdi toda a memória. Comecei a jogar de novo meses depois e também não consegui zerar sei lá o porquê - não me lembro se foi vírus, se meu pai trocou o pc, o que houve.
Bem, iniciei o jogo com a assassina again. Tô no final do ato 2 e vou zerar desta vez! Depois, eu vou começar Diablo 3. Não vou ter muito tempo para jogar estudando para concurso, mas não tenho pressa. [Daqui que eu compre outro console, né...]
...vocês devem imaginar como eu me senti.
Enfim, um amigo meu desmontou ele todo, limpou, mexeu no que pôde, mas mesmo assim o troço não funcionava. Minha irmã levou no conserto especializado e o veredicto foi "não tem salvação".
Então, devo estar a três meses sem jogar (quer dizer, mais ou menos, afinal, meu amigo me chama pra jogar na casa dele Gears of War 3).
Daí, o jeito é juntar dinheiro e comprar um novo...
E, sim. Não perdemos os troféus, mas todo o resto... Ou seja, vou ter que começar do zero Resonance of Fate, Nier, Final Fantasy XIII, enfim, tudo que eu tava jogando ou queria platinar. Assim, o que eu tiver saco de começar de novo. ¬________¬ ...só de pensar nos itens que tem de coletar de Nier...
Enquanto isso, decidi instalar Diablo 2 no pc e ir jogando até ter dinheiro para comprar o 3 que já foi lançado. É o jeito, né?
Bom, minha história com Diablo 2 é bem trágica também.
Comprei o jogo há uns 6 anos atrás. Comecei a jogar com a assassina e tentei zerar duas vezes. Na primeira vez, eu cheguei até Diablo, mas ainda não tinha o derrotado quando o pc deu problema e eu perdi toda a memória. Comecei a jogar de novo meses depois e também não consegui zerar sei lá o porquê - não me lembro se foi vírus, se meu pai trocou o pc, o que houve.
Bem, iniciei o jogo com a assassina again. Tô no final do ato 2 e vou zerar desta vez! Depois, eu vou começar Diablo 3. Não vou ter muito tempo para jogar estudando para concurso, mas não tenho pressa. [Daqui que eu compre outro console, né...]
Sobre concurso público...
Então, após uns meses de estudo intensivo para concurso, decidi tirar uma folga - que está durando mais do que deveria. Primeiro, quero registrar aqui todo meu desespero de ter estudado bastante e não ter conseguido nem obter 60% de acerto na prova (eu acho, perdi uma das folhinhas onde anotei minhas respostas).
Então, decidi que vou estudar para concursos com menos matérias e estudar com muito mais afinco este ano as matérias mais básicas (português, direito constitucional, administrativo, além de informática e raciocínio lógico). Melhor fazer mesmo um planejamento a longo prazo do que ficar se matando e não chegar a lugar algum.
Quanto ao mestrado e doutorado, decidi fazer uma pós graduação antes. Estou esperando abrir a turma. No máximo, tentaria uma bolsa no programa Gemma, mas acho muito difícil eu conseguir uma. Ia fazer pós em bioética, mas só tinha aulas à noite e eu já estava tendo aula de cursinho e francês no mesmo horário.
Aliás, não lido muito bem com a frustração de estudar e estudar e estudar e não ficar nem perto de passar num concurso. Fico pensando no tanto de tempo desperdiçado, no que eu poderia ter feito, etc.
Ah, descobri que não sei comer romãs. Respinga suco em todo canto e derrubo sementinhas por todo canto.
Então, decidi que vou estudar para concursos com menos matérias e estudar com muito mais afinco este ano as matérias mais básicas (português, direito constitucional, administrativo, além de informática e raciocínio lógico). Melhor fazer mesmo um planejamento a longo prazo do que ficar se matando e não chegar a lugar algum.
Quanto ao mestrado e doutorado, decidi fazer uma pós graduação antes. Estou esperando abrir a turma. No máximo, tentaria uma bolsa no programa Gemma, mas acho muito difícil eu conseguir uma. Ia fazer pós em bioética, mas só tinha aulas à noite e eu já estava tendo aula de cursinho e francês no mesmo horário.
Aliás, não lido muito bem com a frustração de estudar e estudar e estudar e não ficar nem perto de passar num concurso. Fico pensando no tanto de tempo desperdiçado, no que eu poderia ter feito, etc.
Ah, descobri que não sei comer romãs. Respinga suco em todo canto e derrubo sementinhas por todo canto.
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