Olá! Hoje, estou escrevendo este minipost para participar do concurso de blogueiras de Lola! Falei sobre no post anterior. Yo mesmo não tenho muito a dizer, nem estou muito inspirada, então, não esperem grande coisa, mas acho ótimo simplesmente participar de iniciativas como esta cujo intuito é promover blogs femininos, conhecer blogs diferentes e, principalmente, integrar melhor as blogueiras! Então, vamos lá, participe você também!***
Não me lembro desde quando eu me entendo como feminista. Já sou acostumada com esta palavra desde criança, apesar de não ter ninguém na minha família que partilhe desta ideologia.
Segundo meu pai, no jardim de infância, em uma escola de Recife chamada Maria Auxiliadora, após a oração no pátio e da diretora perguntar se alguém gostaria de acrescentar ou comunicar algo, eu me levantava e começava a dizer frases como "os meninos não devem bater nas meninas" e coisas do gênero - sim, falava do nada, completamente fora de contexto.
Yo mesma não faço ideia de onde isso veio - às vezes eu fico viajando mas não consigo achar explicações muito satisfatórias. Não acredito em vida passada, eu que batia nos meninos quando era pequena e só aos 18 anos fui descobrir que alguém da minha família sofreu violência doméstica.
Enfim.
Foi apenas na adolescência que eu comecei a ler livros feministas, discutir sobre feminismo em comunidades do orkut, em fóruns na internet, pesquisar sobre ongs e marcar encontros com feministas que eu conhecia pela internet. Foi aí que comecei a fundamentar melhor as minhas ideias, além de me posicionar em qual corrente feminista eu realmente me identificava mais.
Quando entrei na faculdade, comecei a frequentar eventos feministas, entrei em grupos de estudos de gênero, de direitos humanos (sendo que o enfoque era nos direitos de mulheres e crianças), aparecia vez ou outra em reuniões da ong Coturno de Vênus e ia no Congresso Nacional junto com outras feministas para fazer pressão para aprovarem algum projeto de lei que descriminalize a interrupção voluntária da gravidez.
Se eu não consigo precisar a origem da minha filosofia feminista, consigo pelo menos traçar um mapa do caminho trilhado até agora. E tenho planos: quero me "profissionalizar" trabalhando em ongs feministas num futuro próximo.
Vc é de Brasília? Que história legal a sua. Será que feminismo é desde criancinha? Pq percebo muito isso nas histórias das outras participantes e na minha tb!
ResponderExcluirParabéns pelo post e boa sorte para a gente :D
O seu texto flui, isso é ótimo! Gostei da tua história, dos teus objetivos! Boa sorte no Concurso!
ResponderExcluirObrigada, meninas!
ResponderExcluir[Nasci em Recife, mas moro em Brasília.]
Sabe que conheci muita gente que se tornou feminista adolescente ou adulta? Aliás, um texto que li de uma feminista norte americana, Glória Steinem, comenta que a maioria das mulheres se torna mais feminista a medida que avança na idade.